Cinem: Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood

E nesta quinta-feira tivemos estreia de cinema que desperta nostalgia: Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood traz Didi Mocó (Renato Aragão) volta ao circo, não o Circo Bartolo de 1981, mas ao Cirsco Sumatra, que enfrenta uma grave crise financeira.

Ele e Karina (Letícia Colin) têm a difícil missão de salvar a magia do circo quando o Barão (Roberto Guilherme), dono do circo, aceita propostas de mau gosto do corrupto prefeito da cidade (Nelson Freitas).

Para evitar o pior eles decidem se reunir para montar um novo número e voltar a atrair o público e esse novo número sai de um dos sonhos malucos de Didi, em que ele conversa com animais falantes.

O Barão e o prefeito não são os únicos vilões desta história: o arrogante gerente do circo, Assis Satã (Marcos Frota), e sua cúmplice, Tigrana (Alinne Moraes) farão de tudo para que eles não consigam colocar o novo espetáculo na arena.

Assim como o filme de 1981, que marcou a infância de muita gente, inclusive eu, o roteiro é baseado e inspirado na peça Os Saltimbancos, de Chico Buarque, Luis Bacalov e Sérgio Bardotti, e o filme ainda traz no elenco nomes como Alinne Moraes, Emílio Dantas, Maria Clara Gueiros, Livian Aragão, Rafael Vitti, além da participação especial de Dan Stulbach.

Acreditando que o novo filme pode fazer tanto sucesso quanto o predecessor, Renato Aragão explicou as principais mudanças realizadas: “O script é diferente, a história é outra. O filme vai atingir duas ou três gerações. Vai trazer o saudosismo do primeiro filme, mas com impressões musicais diferentes.”

Apesar de ser baseado em músicas já conhecidas, o filme ganhou o novo roteiro e se transformou em uma nova história: “Não é um remake, é uma história nova. Ela vem do roteiro teatral do Claudio Botelho e do Charles Möeller. O projeto originalmente é deles”, explicou Rômulo Marinho Junior, produtor executivo do longa.

A pré-estreia aconteceu no sábado passado no Complexo do Cinemark do Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro e teve salas lotadas de crianças, jovens e adultos.

Ainda que o sentimento de nostalgia seja o que prevalece antes das luzes do cinema se apagarem, o que marca a nova versão é o cuidado: direção de arte, fotografia, figurinos e as performances dos artistas enchem os olhos. O que continua é o humor mais inocente de outros tempos, o que é delicioso e agrada sim a criançada de hoje em dia, e o carisma do protagonista. Ainda assim, muitos anos se passaram e Didi e Dedé deixam de lado a comédia mais física, que fica a cargo dos coadjuvantes, e o romance, funcionando muitas vezes como escada para s diversas situações.

A luta principal dos heróis também foi atualizada: nada de animais no circo e os vilões estão envolvidos com leilões de gado e corrupção.

Mas não é um longa sem defeitos e enquanto os mais saudosistas podem deixar passar os problemas de roteiro, eles incomodam a quem prestar mais atenção. Não são muitos, mas algumas situações acabam inexplicadas ou fora de lugar.

Eu o indico principalmente para quem quer mostrar aos filhos como era o cinema de sua infância e ter um momento especial para guardar na lembrança – para quem tem uma filha como eu que, mesmo hoje entre tecnologia e seriados da Netflix, dá boas risadas com o Didi, a recomendação é dupla.

O longa tem produção da Mixer Films, coprodução da Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes/Paris Filmes, através de recursos do FSA, geridos pela ANCINE, e administrados pelo BRDE. O patrocínio é da Petrobras e apoio da Neogama.

 

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