15 dias com o Zenfone 3

Mal eu havia devolvido para a equipe da Asus o Zenfone Zoom que havia me emprestado e acabei engolida pelo lançamento do Zenfone 3, que recebi para testar no final do ano passado. E ainda nem tinha escrito sobre minha experiência com este e a Asus já estava anunciando o lançamento do Zenfone Zoom 3 na última CES. Ao que parece a Asus não está mesmo de brincadeira quando o assunto é mobilidade e talvez por isso ela venha incomodando tanto os concorrentes (porque só incomodo explica o tanto que um gerente de uma loja da Samsung falou mal dos aparelhos da marca para mim).

O Zenfone 3 que recebi para testar foi o Black Sapphire, um azul tão escuro que fica preto, a não ser sob a luz certa, quando ele mostra aquele azulado lindo que não tem foto que faça jus.

O aparelho é lindo e eu já havia dito isto por aqui, mas é quando a gente realmente o tem em mãos no dia a dia é que você pode realmente se encantar.

Ainda que tenha tela maior que os modelos predecessores, seu corpo é um pouco menor, melhorando a relação entre tamanho e tela.

A alteração dos dos botões liga e desliga e de volume para a lateral me confundiu um pouco a princípio, mas depois de um tempinho é natural buscá-los ali.

Passei quinze dias com ele e o que mais impressiona, de cara, é a duração da bateria. Para quem já se acostumou a ter de carregar o celular pelo menos uma vez no meio do dia foi uma grata surpresa sair de casa as sete e voltar para a casa as sete da noite ainda tendo mais de 30% dela. Isso considerando que, fora de casa, eu uso bastante a atualização dos mensageiros e das redes sociais.

A segunda coisa que te deixa mal acostumado: o leitor biométrico na traseira do aparelho.

Cheguei a ler alguns reviews em que a pessoa falava que isso era ruim, já que quando ele está sobre mesa você teria de pegar o celular em sua mão para desbloqueá-lo com a digital.

Talvez por usar o Zenmotion (facilidade dos celulares da Asus que cria atalhos de movimentos na tela para iniciar as mais diversas ações e que permite “reavivar” o celular com apenas dois toques na tela) e uso o Smart Locke do Google (que permite você determinar locais, dispositivos ou voz para que o celular não peça sua senha para desbloqueio) não tive esta impressão.

Acredito que 80% do tempo você use seu celular com ele em mãos e colocar o dedo no leitor biométrico na parte traseira é confortável e automático. Quando na mesa, dois toquinhos permitem que você veja as notificações e desbloqueie o celular em seguida. Nos primeiros dias ativei a abertura da câmera com o leitor (você colocaria a digital duas vezes no leitor e a câmera é aberta), mas desisti. O local do leitor é tão natural para apoiar o dedo que mais de uma vez eu habilitei a câmera sem querer.

Acompanhando quem está com o aparelho há mais tempo o comentário mais recorrente é o da necessidade de película e capa para proteger o aparelho, cujo corpo de vidro seria muito frágil. Como o aparelho não era meu eu o usei durante os 15 dias sem uma ou outra proteção, mas não me senti insegura.

Ao contrário do que li não senti o aparelho escorregar na mão e gostei da “pegada” com a lateral em alumínio arredondada. Além disso, devo ter sido a terceira ou quarta pessoa a receber o aparelho de teste e ele tinha apenas um pequeno risco em sua traseira, pequeno mesmo, quase imperceptível, e o devolvi no mesmo estado.

Claro, por ser de vidro não é legal você usá-lo no bolso da calça, por exemplo, e no esquecimento acabar sentando em cima dele, ou mesmo derrubá-lo de alturas maiores, mas não vejo pessoas cuidadosas tendo mais dores de cabeça que com outros aparelhos hoje no mercado. Eu mesmo quebrei a tela de meu Zenfone em 2015 em uma queda, ele não caiu de grande altura, mas caiu de quina no chão, fazendo com o que impacto fosse concentrado em um local pequeno.

E aí vamos falar da câmera e ela merece também o seu tanto de elogios que você lê por aí. A interface da Asus para uso da câmera continua excelente, permitindo que você tire fotos com pouca iluminação, panorâmicas, em timelapse, sem que precise dominar as melhores opções de abertura, branco ou ISO. Mas quando você vai para o modo manual é quando a câmera brilha, oferecendo várias opções e permitindo que você brinque a vontade. Na verdade este é o meu conselho para quem tiver o aparelho: coloque no modo manual e brinque com as possibilidades.

O último destaque vai para o Game Genie, que permite você filmar a tela de jogos, optando por aparecer ou não na filmagem, o que ajuda bastante quem tem canais voltados para o assunto ou, ainda, se você quer fazer graças com os amigos ou mostrar que pegou um Pikachú de chapéu de Papai Noel em seu Pokemon Go.

15 dias foram muito pouco para explorar todos os recursos que o aparelho oferece, mas serviram para comprovar que a ASUS novamente entregou um aparelho cuja relação custo benefício merece uma olhada sua, mesmo que você não tenha usado Android.

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