Nunca disse tanto não sei

Ontem uma amiga compartilhou a notícia de que uma artista americana teria abandonado seu cão – crime inafiançável, não é?  – e eu disse que não confio atualmente em quase nenhuma notícia que vejo. Ou opinião cheia de razão. Com certeza abandonar um bichinho é das piores coisas que uma pessoa pode fazer – ele completamente indefeso – mas entre alguém noticiar que a tal artista abandonou para a morte e isso realmente tiver acontecido existe uma distância enorme hoje em dia.

Brad e Angelina? Não sei.

A moça que deixou o bebê no cobertor no chão? Não sei.

Ben e Jennifer? Não sei.

O casal de vizinhos que brigam a ponto de eu achar que eles estão na minha sala? Não sei.

A prima que resolveu mudar de vida? Não sei.

Aquele post que eu li, mas não concordei no Facebook? Passo direto.

Achei divertido? Deixo meu joainha.

A pessoa que disse gostar de algo que eu odeio? Bom mesmo a gente saber do que gosta e não gosta, quem sou eu, né?

Nunca disse tanto não sei. No começo é difícil, algo em nosso DNA deve determinar que precisamos ter opinião sobre todo e qualquer assunto que nos apresentarem. Com o tempo vai ficando um pouco mais fácil – algumas vezes a trama tão avidamente defendida se revela outra bem diferente às vezes era horrível mesmo, fazer o que.

Depois fica mais fácil, nos dá uma certa leveza não ter uma velha opinião formada sobre tudo, sabe?

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