Cinema: No Fim do Túnel (você tem que ver)

no-fim-do-tunel_posterJoaquín (Leonardo Sbaraglia) é um cadeirante que vive em uma casa que passou por tempos melhores, mas agora é um lugar sujo e escuro. No porão da casa ele conserta computadores, no térreo ele vive com seu cachorro, Casimiro, e o andar superior está vazio. Com dívidas ele resolve alugar o quarto superior para não ter de abandonar a casa.

Mas é com surpresa que, em certo dia chuvoso, ele abre a porta para Berta (Clara Lago), que trabalha como stripper, e sua filha Betty. Berta diz ter visto o anúncio de aluguel e não lhe dá chance de recusar as novas companhias.

A casa de Joaquín, então ganha nova luz. Berta abre janelas, arruma livros, ouve música alta. É impossível que Joaquín fique indiferente.

Só que está não é a única mudança em sua vida: trabalhando uma noite no porão, ele escuta ruídos vindos da casa ao lado. Prestando atenção ao que ouve, usando um estetoscópio, ele descobre que um grupo de bandidos, liderado por Galereto (Pablo Echarri), está construindo um túnel para roubar um banco nas proximidades.

O roubo, então, passa a ocupar boa parte do tempo de Joaquín, que anota detalhes do plano e passa a filmar o que acontece na casa ao lado.

É por uma filmagem que ele descobre que Berta está envolvida no plano, tendo a função de vigiá-lo para garantir que ele não descubra sobre  o que se passa na casa ao lado.

Dividido entre proteger Berta e sua filha, por quem Joaquín se afeiçoou, solucionar seus problemas de dinheiro e fazer o que é certo, ele começa a correr contra o tempo para impedir que Galereto e os demais tenham sucesso.

Filmado praticamente em apenas dois cenários – o andar térreo e o porão da casa de Joaquín – No Fim do Túnel nos prende à cadeira com seu roteiro irretocável que reverencia acertadamente os clássicos do gênero de suspense e à atuação de Leonardo Sbaraglia, que está presente em 100% das cenas.

As imagens da chuva nas janelas da casa, ou seu som enquanto outras cenas acontecem, ou, ainda, os acontecimentos e sentimentos não ditos, mas facilmente percebidos, dão o tom adequado a crescente curiosidade que então dá lugar a uma preocupação, uma aflição, daquelas que você sente vir de dentro do estomago, que te faz remexer na cadeira.

Acima de tudo, sem explicações desnecessárias e sem perder tempo com dramalhão, o filme faz com que você rapidamente torça pelo protagonista e sofra com ele nos momentos de maior tensão. A sensação ao final do filme, quando todas as pontas são amarradas e todos os destinos são definidos, é de satisfação plena.

Se eu pudesse lhe indicar apenas um lançamento de suspense neste ano, sem sombra de dúvida No Fim do Túnel seria o filme que você não pode perder, que você deve ver no escuro do cinema. É impossível ficar indiferente.

 

Título original: Al final del túnel
Direção e Roteiro: Rodrigo Grande
Elenco: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri
Distribuição: Warner
País: Argentina/Espanha
Gênero: policial/suspense
Ano de produção: 2016
Duração: 120 minutos

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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