Cinema: Esquadrão Suicida

Esquadrão Suicida

Confesso que eu acho estranho ver as baixas expectativas do público em relação a Esquadrão Suicida. Tudo bem, eu não assisti a Batman Versus Super Homem, então pode ser isso, mas a questão é que desde o primeiro trailer eu apenas consegui gostar do projeto – ainda que eu tivesse ouvido que o trailer mostrava absolutamente tudo de bom que o filme tinha ao som de algo impossível de não gostar como Bohemian Rhapsody – pronto, aproveita e coloca pra tocar na janela ao lado porque sempre vale a pena ouvir.

A questão é que a ideia de colocar vilões fazendo o trabalho de mocinhos me parece ótima por princípio. Vilões costumam ter frases mais inteligentes e não se levam tão a sério assim, então a chance da coisa pelo menos ser divertida é grande – na verdade, quando olhamos para os heróis de Vingadores temos que considerar que os que se levam a sério no grupo a gente nem gosta tanto e que a coisa funciona bem justamente por isso.

Então se você procura um filme denso, clima noir, questionamentos filosóficos ou algo assim, bem, este não é o seu tipo de filme ou pelo menos não é interpretação dos quadrinhos que você quer ver. Ele é um filme família, colorido, exagerado – sim, muitas e muitas mortes, mas não tem sangue jorrando na tela e você pode sim levar seu filho pré-adolescente.

O filme é bom. Na verdade eu adorei o filme: depois dos 22 minutos gastos apresentando “o pessoal”, parte menos legal, mas necessária, o ritmo é frenético, o humor é sarcástico, tem diálogos inteligentes (frases de feito, sabe?), o elenco funciona (e se diverte), a trilha sonora é impecável – ponto mais positivo do filme, cada cena tem por companhia a melhor música que podiam ter escolhido e olha que eu nem conhecia boa parte delas.

Pontos negativos? Como eu disse, os primeiros minutos não são tão bons quanto o restante (mas ainda sobram 80 minutos de muita diversão), parecendo recortes de várias histórias unidas apenas pelas fichas pessoas jogadas em uma mesa, e Cara Delevingne, bem, é Cara Delevingne, o que pra mim é ponto contra e aqui interpreta Magia (Enchantress). Vantagem: o filme não é dela, mas de Margot Robbie, que nos entrega a mais adorável, louca, sexy, amável, Harley Quinn que poderíamos desejar – duplo sentido aqui.

Além disso, o Pistoleiro de Will Smith e o Rick Flagg de Joel Kinnaman formam o meu mais novo bromance do coração. Não, não é a interpretação da vida de Will, mas a gente vê na tela que ele se divertiu a valer em fazer o papel e este ainda tem algo que é a cara do ator ao ser um “vilão-família”.

O elenco, em verdade, conta pontos para o filme: Viola Davies faz uma odiável Amanda Waller, Jared Letto atualiza nosso Coringa aos tempos modernos, Jai Courtney faz um honesto Capitão Bumerangue, Adewale Akinnuoye-Agbaje está irreconhecível e simpático como Crocodilo e Karen Fukuhara estreia na telona no papel da contida Katana.

Tem até passadinha de Ben Affleck no papel de Batman.

O enredo tem furos? Sim, vários e em alguns momentos é previsível. Mas nada que comprometa a história de forma irreversível e, mais importante, nenhum que comprometa nosso divertimento. Esquadrão Suicida é um arrasa-quarteirão que mostra que a DC pode entregar um filme que não somente te diverte como ainda te dá vontade de voltar e ver de novo.

Na verdade o enredo simples é uma vantagem: sem poder contar com ajuda heroica, Amanda Waller convence que pode criar um esquadrão confiável de supervilões que estariam sob seu comando sem questionar graças a alguns estratagemas não muito de mocinhos. Esquadrão SuicidaQuem é velho de arena já sabe que nada vai ser fácil como ela acha que vai e quando as coisas saem de controle, logo na primeira vez em que a coisa precisa funcionar, só mesmo os vilões para fazer o que precisa ser feito.

As cenas de luta e morte são excelentes e os efeitos especiais idem, mas não acho que assistir em 2D estrague a diversão.

O longa-metragem foi produzido por Charles Roven e Richard Suckle e tem produção executiva de Zack Snyder, Deborah Snyder, Colin Wilson e Geoff Johns.

A equipe de criação de Ayer nos bastidores inclui o diretor de fotografia Roman Vasyanov (“Corações de Ferro”; “Marcados para Morrer”), o designer de produção Oliver Scholl (“No Limite do Amanhã”), o editor John Gilroy (“Círculo de Fogo”), a figurinista Kate Hawley (trilogia “O Hobbit”) e o supervisor de efeitos visuais indicado ao Oscar Jerome Chen (“O Pequeno Stuart Little”; “Corações de Ferro”; filmes “O Espetacular Homem-Aranha”). A trilha sonora é criada por Steven Price (“Gravidade”), compositor ganhador do Oscar.

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Em São Paulo os fãs do filme tem motivos para visitar a Galeria do Rock no sábado dia 06 de Agosto: rolarão tatuagens grátis do filme. Além disso, os frequentadores também poderão se transformar em alguns dos personagens do longa com a ação Hair & Make, na qual maquiadores transformarão as pessoas nos personagens Arlequina e Coringa, interpretados por Margot Robbie e Jared Leto, respectivamente.

Outro espaço que promete agitar a Galeria do Rock é uma cela da Arlequina, fiel à representada no longa, que será montada dentro do complexo para os visitantes tirarem fotos nos dias 23 e 30 de julho e 6 de agosto.

Serviço – Esquadrão Suicida na Galeria do Rock

·         Tattoo Flash Day – Tattoos grátis do filme no dia 6 de Agosto;

·         Hair & Make – Pintura da Arlequina e cabelo do Coringa;

·         Cenário para fotos – Cela da Arlequina no dia 6 de agosto.

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P.S. Meu quarto Coringa e não sou capaz de dizer qual o melhor, na verdade acho que cada um deles foi adequado ao “seu tempo” e Jared está bem no papel. Ainda assim, Harley reina soberana em meu coração.

P.S. do P.S. Se o enredo tem furos, os personagens vale a pena e eu sou uma pessoa que adora um bom personagem.

 

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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