CSI: Cyber: Legacy (2×18)

CSI: Cyber entrega uma season finale – e provavelmente se despede da TV de forma permanente – a altura do que foi a temporada: bem mais ou menos.

A entrada de DB e vários ajustes de roteiro representaram uma melhora em comparação a primeira temporada, ainda assim eles não conseguiram vencer problemas maiores como a inadequação da personagem principal – Arquette nunca convenceu no papel, o que piorou com a escolha de deixá-la como diretora do setor – e a dificuldade de desenvolverem histórias que fossem além do caso do dia.

Legacy teve, então, esses dois problemas e mais a missão de amarrar as pontas soltas para o caso da série realmente não voltar no segundo semestre. As chances de retorno são mínimas, Ted Danson já está comprometido com outra série, ainda assim faltou coragem para fazer algo grande.

E o problema não foi o “crime da vez”, como eu disse eles até tem sido competentes nisso, em que um menino de 13 anos consegue invadir o principal sistema de segurança do país e coloca todo mundo em alerta. Ninguém imagina que ele nem sabia que seria capaz disso, que buscou por ajuda e acabou tendo de fugir por sua vida quando um outro hacker quer vender sua conquista no mercado.

A investigação segue o padrão, sem grandes surpresas e sem realmente colocar em perigo ninguém.

As pontas soltas então tomam o restante do tempo de tela: Nelson passa na prova em Quantico para se tornar um agente de verdade (coitado, já imaginou ele na mesma turma de treinamento da bocuda?); Raven, depois do namorado ter emplodido o programa da Avery de recuperação dos black hats, consegue sua condicional e se torna uma consultora do departamento; Avery, após ser procurada pela noiva arrogante do ex-marido, resolve admitir que ainda é apaixonada por ele e consegue seu final feliz.

Sobram, então, DB e Mundo – terrível, mas nem ligaram de dar uma trama final para o Krumitz tirando seu comentário de que ele gostaria de ir mais a campo – e a gente fica esperando por algo grandioso, afinal a história de DB mudar para Paris atrás de seu grande amor parece boba demais e ainda temos a louca da Nina esquecida episódios atrás.

Sim, como era de esperar juntaram as duas tramas e DB acaba levando um tiro na tentativa de salvar Mundo da louca de plantão. Não, a cena não empolga e DB sobrevive – sim, adoro o DB e claro que doeria demais vê-lo morto, só que pelo menos eles teriam mostrado alguma coragem – e vai para Paris viver seu grande amor.

Minutos finais dedicados a todos felizes no departamento, ou em Paris, e a tela se apaga.

CSI Cyber Legacy

E a gente fica com esse gosto meio amargo na boca, a única compensação é dizer que pelo menos fomos até o final.

 

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

4 Comentários


  1. Acho que o problema maior da série foi ter uma trama principal que era um pouco confusa para quem não entende de computadores e apesar de na segunda temporada ter sido um pouco mais no mundo real faltou um pouco mais de humanização dos personagens.

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  2. Frustrada, é assim que me sinto em relação à série. Sabe aqueles memes: realidade x expectativa, pois é essa a sensação. Até as reprises de CSI LV, NY e Miami, em seus piores momentos conseguiam ser melhores que Cyber. Eu consegui me desapegar da série, nem estava sabendo que o DB tinha separado da esposa. Muito triste, pois tinha tanto potencial.

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  3. Terrível essa série. Conseguiu ser pior que as últimas temporadas de CSI Miami (sim, eu gostei até ali pela 3ª). Desperdiçaram uma oportunidade de inovar e mostrar pra quem assistia a verdade, mesmo que idealizada, do mundo virtual, que hoje está tão integrado no nosso dia-a-dia. Pra piorar, esse tanto de romancezinho, o Nelson virando agente em 4 meses (hello??), parecia último capítulo de novela da Globo. Triste.

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