Coisas de mulher: os anticoncepcionais e o coletor menstrual

Foi a Sam que chamou a minha atenção no Facebook para a reportagem de capa da revista Época falando sobre quando a pílula anticoncepcional pode ser a pior escolha para uma mulher.

revista época edição 877A imagem me chamou especial atenção porque tenho ouvido muitas garotas jovens falaram com surpresa do fato da pílula aumentar o risco de trombose – algo ao estilo de Ross e Joe em estado de choque em Friends ao descobrirem que a camisinha não é 100% segura.

Algumas poucas que alegavam conhecer o risco achavam que isso significava, no máximo, algumas varizes.

Na verdade o uso de hormônios aumenta a chance da formação de coágulos e em mulheres com histórico familiar de doenças relacionadas ao sangue essa chance aumenta ainda mais, o que pode levar à paralisia ou mesmo à morte.

Talvez a falta de informação se deva ao fato de que a pílula deixou de ser aquele item revolucionário na vida das mulheres e se tornou quase obrigatória para qualquer garota que aparece com espinhas no consultório do ginecologista.

Sim, espinhas. Pode parecer estranho, mas muitas garotas não começam a tomar anticoncepcionais pensando na vida sexual, mas porque as espinhas no rosto ou as cólicas mensais são facilmente associadas a ovários policísticos e a primeira coisa que a maior parte dos médicos faz para esse problemas.

E infelizmente a maior parte deles não pergunta o histórico médico da paciente ou, quando pergunta, minimiza o risco, como aconteceu com Daniele que dá rosto à reportagem da revista.

A grande verdade é que pílula é sim uma revolução, mas é uma medicação e sim faz diferença. E sim, precisamos falar de seus efeitos colaterais.

E o efeito dela varia caso a caso: existem mulheres que deixam de ter cólica ou deixam de sentir os terríveis sintomas da tensão pré-menstrual. Para outras a pílula causa cólicas e inchaço, engorda e dá dores de cabeça – e se você tem dores de cabeça constantes e usa a pílula passou da hora de você procurar seu médico e conversar melhor sobre o assunto.

Além disso, existem opções. Se a questão são as espinhas, converse com um dermatologista para realmente entender a causa, que pode ser hormonal como pode não ser. Se a questão é o controle da natalidade hoje temos, além da pílula, o anel vaginal e o DIU Mirena, que também são tratamentos hormonais, mas cujo funcionamento permite que menos hormônio circule pelo sangue, e o DIU de cobre, antigo, mas que funciona.

Temos ainda a tabelinha. Sim, ela é o método mais inseguro, já que por mais controlada e constante seja uma mulher fatores como tensão ou ansiedade podem alterar o funcionamento do ciclo menstrual – o sobrenome da minha filha poderia ser Tabelinha, já que eu usava o método como opção à pílula que me causava enxaquecas.

Finalmente, e não menos importante, a camisinha. A camisinha, masculina e feminina, deve continuar sendo primeira opção para todo mundo, não somente como método contraceptivo, mas por evitar o contágio por doenças sexualmente transmissíveis como a AIDS.

Algo que não muda, ou que na verdade precisamos recuperar o conhecimento do próprio corpo e a confiança no profissional com quem dividimos escolhas tão importantes em nossa vida.

***

E aproveitando que estou falando de ciclo menstrual queria falar com vocês sobre o coletor menstrual. Você conhece? Está aí torcendo o nariz com a ideia? Sim, eu sei, eu torci também.

Afinal os absorventes são tão práticos. Afinal nem é tanto lixo assim. Afinal para que eu vou inventar de testas? E o medo de que nunca mais conseguirá tirar aquele coletor depois de usá-lo?

coletor menstrualBom, eu resolvi testar e comprei o meu já há alguns anos. Sim eu tenho algumas histórias engraçadas para contar para as amigas, levei um tempo, ou seja várias menstruações, para me sentir a vontade tanto para colocá-lo como para tirá-lo.

Primeira preocupação: e os vazamentos? Ele não vaza. Nunca vazou, os das minhas amigas nunca vazaram.

Segunda maior preocupação:  como eu faço quando eu estiver fora de casa? Olha eu tenho um fluxo bastante intenso e ainda assim só troco meu coletor duas vezes ao dia, pela manhã e à noite, normalmente no banho, o que torna tudo muito mais prático.

E o preço? Bem, pense que você vai usar esse coletor pelo resto da sua vida e ele demora bem menos que isso para “se pagar”.

E é verdade o que falam sobre não ter odor e o fluxo diminuir? Bem, é verdade que não existe mais odor, já que a menstruação não entra em contato com o ar, mas eu não sei se o fluxo realmente diminui ou se nós é que temos essa impressão já que a troca dele acontece menos vezes que o dos absorventes comuns – os internos, por exemplo, devem ser trocados a cada quatro horas.

Então é assim: você gasta uma vez só, você nem sente que está com ele, não vaza, é simples de limpar e guardar e, de quebra, nada de lixo mensal. Eu só vi vantagem.

Para quem quiser saber um pouco mais, a Dani, do mais Magenta, fez um texto bem legal sobre o uso, com links para vídeos explicativos que são ótimos, além de ter testado dois modelos diferentes. Clica aqui.

Eu uso o InCiclo, que é brazuca. O site deles para mais informações você acessa clicando aqui (isso não é post pago).

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Um comentário em “Coisas de mulher: os anticoncepcionais e o coletor menstrual”

  1. Isabelle Cristine Pereira

    Uso e recomendo os coletores menstruais! Ótimo para a nossa saúde, para o nosso bolso e para o meio ambiente!
    Conheça mais em nossa página do Facebook: http://www.facebook.com/inciclo.suldeminas

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