Filmes: Malévola

Todos falam de Malévola, é não é à toa: a versão moderna de A Bela Adormecida, realizada pela mesma Disney que fez o desenho animado, resolveu contar a versão da bruxa e, bem, ela acabou sendo bem mais rica que a original – diz a mãe de uma guria que não curte princesas, mas adorou a ideia de ter uma festa de aniversário com Malévola de protagonista.

malévola o filme maleficent-wings

Eu confesso que estava de má vontade com o filme, talvez traumatizada com a segunda temporada do seriado Once Upon A Time, que resolveu justificar a maldade de todo o vilão de contos de fadas com clichês relacionados a sofrimentos passados.

Sou uma fiel quanto à necessidade das crianças de encararem seus medos e aprenderem sobre o mundo de forma mágica ao lerem os contos de fada e acho saudável até a “unidade” desses personagens neste caso, o branco e preto do ou é mau ou é bom, porque facilita que eles entendam o que é errado e o que é certo. Além disso, não acho que quem é mau só o é porque algo lhe aconteceu, se não em verdade os maus seriam maioria porque todo mundo enfrenta dificuldades não é mesmo?

E não, não sou uma fã de Angelina Jolie – acho que até já gostei mais, mas comecei a ficar grilada com a figurinha de super mulher que a mídia resolveu carimbar nela.

Dito isto, comecei a ficar curiosa quando uma amiga compartilhou um texto com uma visão inusitada sobre uma das cenas mais tristes do filme (spoiler alert) e resolvi embarcar na viagem.

E que viagem d-e-l-i-c-i-o-s-a!

Não, não é simplesmente uma justificativa para o mau, é realmente uma nova versão da história. Mais densa, mais triste, mas muito mais gratificante. Não havia uma criança que saísse do cinema sem estar absolutamente encantada com o que havia visto, incluindo guris que curtiram os seres da floresta e as cenas de batalha – realmente muito bem feitas.

O filme é, sem sombra de dúvida, uma amostra de que o mundo mudou e com ele a forma de contar histórias, que no caso da Disney já vem acontecendo pouco a pouco ainda que só agora comecemos a reconhecer – Pocahontas, Mulan, Merida, Elza e Anna acabam por delinear muito bem essa evolução, princesas fortes, que até podem se apaixonar, mas que tem uma vida que vai além da espera pelo príncipe encantado.

Mas essa amostra não seria nada sem a escolha acertada de elenco – as versões criança e adulta de Malévola, bebê, criança e adolescente de Aurora, as fadinhas desastradas, todas lindas e bem escolhidas – e do roteiro cuidadoso: nada sobra, nada falta.

A magia está lá, o encantamento, a empolgação, tudo que torna os filmes infantis tão especiais a ponto de agradarem crianças de todas as idades.

Daqueles filmes deliciosos depois do qual você sai do cinema perguntando: quando sai em DVD mesmo?

P.S. Uma amiga – irmã da cunhada – tentou entrar no cinema com duas gurias menores de 10 anos e foi impedida. Particularmente não achei o filme tão pesado assim para justificar isso – mesmo a controversa cena não mostra nada demais…

P.S. do P.S. Pontos extras para a Angelina, ela realmente arrasa no papel.

P.S. do P.S. do P.S. Nunca vi asas de fada tão lindas e uma das cenas finais da batalha no castelo (passe o mouse se quiser ler: com Malévola voando após recuperar suas asas) sempre será uma da favoritas no cinema para mim. Mesmo!

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5 comentários em “Filmes: Malévola”

  1. Lu Monte
    Lu Monte 26/06/2014 em 1:42 pm

    Achei algumas coisas muito forçadas (especialmente a cena da batalha e a que você escondeu no fim do texto pra evitar spoilers), mas gostei do filme. Adorei a forma como recontaram a história (fiquei com medo que fizessem caca, mas estava torcendo por um final assim), adorei o corvo (meu, ele é sen-sa-cio-nal, um dos melhores personagens!) e saí contente do cinema.
    Mas, assim que saí, comentamos que não era filmes pra crianças muito pequenas. 10 anos talvez não seja muito pequena, mas 6, 7, até 8 anos… sei não. O clima geral do filme é próprio pra fazê-las chorar.

  2. Lu Monte
    Lu Monte 26/06/2014 em 1:47 pm

    Acabo de ler o texto que você linkou e, meu, MUITO forçada essa interpretação do The Huffington Post. E MESMO que se assuma que foi isso que a cena quis dizer, certamente fica bem claro que esse comportamento não é encorajado.
    Essa mania de ver chifre em cabeça de cavalo cansa…

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