Homeland: Uh… Oh… Ah… (3×2)

Eu avisei que o calvário da Carrie seria longo, não é mesmo? Mas mesmo esperando por isso eu ainda fiquei bastante chocada com nossa agente sendo novamente submetida ao tratamento de choque depois de perder o controle em uma sessão com o juiz que determinaria sua saída do hospital.

Homeland: Uh... Oh... Ah... (3x2)

Do outro lado, Homelando foi muito feliz em nos mostrar porque a situação de Carrie é realmente preocupante, ela tendo razão ou não: qualquer pessoa “normal”, sob controle, ao perceber que sua chance de sair do hospital é ficar quieta e manter a calma o faria, mas Carrie simplesmente é incapaz de controlar as suas reações, o que a torna uma bomba pronta para explodir. E com razão ou não, levar o que estiver a sua volta no processo.

Agora, se nós que não convivemos com ela já percebemos isso, eu fico me perguntando o que se passa na cabeça de Saul para que ele não perceba. Eu não sei o que ele esperava de sua visita a agente depois dele tê-la jogado na fogueira – e não, não existe diminuição da pena só porque ele tentou alertar a família dela pelo que vinha, na verdade essa atitude foi para que ele se sentisse menos culpado.

Do outro lado, a série também nos mostrou uma consequência não avaliada dos acontecimentos do final da temporada passada: sim, sabíamos que a coisa ficaria feia para eles, mas em nenhum momento pensamos que os melhores agentes simplesmente não estão mais lá, mortos justamente por serem os mais importantes e estarem próximos do poder. Agora Saul, e todos os demais, precisam se ajustar e trabalhar com o que existe a mão.

Sorte a deles que Fara parece ter potencial para se tornar uma ótima agente, apenas precisa aprender a disfarçar melhor suas emoções, a jogar mais.

Na casa da família Brody as coisas também estão em reconstrução e ao que parece Dana é a que está em melhor estado, talvez por ela ter explodido lá atrás e ter tentado se matar. Ela explicando para sua mãe que não queria chamar atenção, apenas morrer, é um daqueles momentos memoráveis, gostando você ou não da personagem.

P.S. Quinn realmente se importa com Carrie. E se importa com o que é verdadeiro. Achei muito legal ele querendo ficar ao lado da amiga (?), mas fico com a impressão de que ele será outro a sofrer bastante nesta temporada.

P.S. do P.S. Esse cabelinho da Jessica tá o uó!

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

6 Comentários


    1. Fabiana, eu acho quena primeira temporada erraram muito a mão com todos da família, já na segunda eu achei que o personagem da Dana cresceu muito, só que todo mundo já tinha pegado birra dela.
      Com certeza não é a melhor trama, mas eu também não me irrito com eles.

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  1. A Carrie é impulsiva (medicada ou não), ela age sem pensar nas consequências, apenas quer resolver o problema. Fico imaginando ela pequenininha, colocando a mão onde não devia, atravessando a rua atrás do cachorro sem olhar para os lados, e os pais se descabelando; porque crianças são impulsivas, mas a Carrie devia ser “impulsivamente impulsiva”. Apesar disso, extremamente inteligente. Claro quando pensa com a cabeça, porque o coração…ah meu Deus, só faz burrada.

    A Dana me parece no momento, a pessoa mas lúcida da série.

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    1. Ótima análise Andréa! Falta freio na Carrie e, para piorar, ela se deixa levar pelas emoções. Não tem como dar certo.

      Eu acho que a Dana já apresentava isso na temporada passada, mas como todo mundo tem birra dela, não reconhecem.

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