BikeSurfBerlin é exemplo de compartilhamento eficiente

bikesurf berlin

Em Berlim existem mais de 400 serviços de compartilhamento de bicicletas, alguns públicos, outros iniciativas pessoais ou de organizações não governamentais, seja por paixão, seja como visão de negócio.

O BikeSurf chama a atenção por dois motivos: foi criado por um estrangeiro, um irlandês que depois de fazer turismo na cidade e achar que gastou demais resolveu tentar na cidade algo que havia visto em sua terra natal, e ele é inteiramente gratuito.

O uso é simples: você se cadastra no site e depois, de um computador ou de seu celular, você verifica algum ponto de compartilhamento próximo da onde você estiver e informa que quer usar o serviço. Você recebe o código do cadeado que prende a bicicleta por mensagem e já pode usá-la. O único compromisso é devolvê-la ao final do dia em perfeito estado. O Sistema é mantido mediante doações, o que garante o bom estado das bicicletas disponíveis.

Sim, eu sei, a gente vê isso e pensa  que em São Paulo uma bicicleta amarrada a uma cerca com um simples cadeado não ficaria por ali por muito tempo, mas eu prefiro primeiro me empolgar com a ideia, imaginar como poderia funcionar por aqui e depois lembrar disso apenas para poder desenhá-lo de forma mais eficientes do que simplesmente desistir da ideia. E sonho com as calçadas tomadas por bicicletas que podem ser usadas por todo mundo.

Também sonho com os 1.000 quilômetros de ciclovias de Berlim, com uma ciclovia ao lado de uma rodovia facilitando o ir e vir entre cidades e uma relação mais humana entre a quantidade de carros versus população seja mais parecido com o da cidade de Freiburg, ainda na Alemanha, de 222 carros para cada 1.000 habitantes – hoje, em São Paulo, a relação fica de 600 carros para 1.000 habitantes.

P.S. Vale, muito, assistir ao Cidades e Soluções da Globonews que abordou a questão da energia na Alemanha e falou bastante da forma como a bicicleta foi “abraçada” pelo governo e moradores como meio de transporte.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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