1 cã, 3 gatos, 30 dias depois…

30 dias passam rápido, ainda mais quando estamos nos divertindo. Acho que isso aconteceu com a Carol nessas suas primeiras férias de mãe em casa, enquanto eu encerrei o mês de julho pedindo férias para mim: sim, uma filha, uma cachorra e três gatos dão bastante trabalho.

Na verdade Tequila fez 30 dias em casa no último dia 02, mas as coisas andaram corridas aqui com a volta às aulas e só agora consegui sentar com calma – com ela dormindo ao lado – para contar como andam as coisas por aqui.

Em primeiro lugar, como mostra a foto, Tequila, Jujuba e Provolone tem se mostrado um bom grupo, tirando quando a primeira tenta pegar o rabo da segunda e as coisas esquentam por aqui; eles três convivem bem, brincam um tanto, descansam um tanto, algumas vezes perto uns dos outros, mas ainda não encostadinhos como eu fico torcendo que aconteça e eu possa fotografar.

Provolone é um gato bondoso demais, sossegado demais e nem a energia inesgotável de Tequila é capaz de mudar isso. Jujuba já não tem tanta paciência, afinal não é tão bebê quanto a irmã canina, mas se vira bem com a nova amiga.

A Mussarela, aquela que nem queria saber da Tequila e passava o dia riscando o fósforo e fazendo barulhos ameaçadores, teve que se adaptar: com a arrumação que dei no escritório a prateleira que ela andava ocupando no meu quarto ficou cheia e ela perdeu seu esconderijo, tendo de conviver com a cachorra. Não, ela ainda não aceitou a nova companheira de família, mas já risca menos o fósforo, não resiste a uma cheirada quando a outra está dormindo e já consegue ficar no mesmo ambiente que ela, olhando com ar de superioridade. Até o momento nenhuma briga.

Tequila destruiu, neste 30 dias: uma sapatilha minha (sim, estava velha, mas era a minha preferida, vermelha, que eu mais usava e eu sem grana ainda não pude comprar outra); uma havaiana do marido (estava bastante judiada porque a Mussarela usava como arranhador, irônico, não?); uma almofada coruja (justo a Ludmila, a vermelha); uma almofada jeans que completou 10 anos; o arranhador dos gatos (foi substituído nesta semana e eu estou tentando mantê-la longe dele) e uma cobra de brinquedo da Carol. Isso porque a gente não contabiliza jornais, revistas e meias, né?

Ah, e isso porque a regra aqui é não deixar nada ao seu alcance.

Infelizmente mantemos a marca de Zero dias com xixi feito somente no jornal. Eu tento entender: às vezes ela passa a noite direitinho, o dia todo direitinho, aí ela olha na cara de alguém e simplesmente faz xixi no meio da sala. Assim, como se não estivesse fazendo nada de errado. De qualquer maneira já melhoramos muito em relação ao começo, em que a maioria ia fora do jornal.

Andei pesquisando um tanto e estou pensando em trocar os jornais por tapetes higiênicos, ao que parece isso vai ajudar a desastrada a não pisar no próprio xixi e vai evitar marcas de tintas no meu piso. Quem sabe assim eu dou uma folga pras unhas, em que os esmaltes já não duram tanto, pois sofro de TOC e passo panos e lavo as mãos a cada xixi feito. Além disso, eu não tenho vencido o uso dos jornais e andei assaltando o quartinho da reciclagem do prédio e tudo.

Ah, e tem o xixi de felicidade, conhecem? Quando a gente volta pra casa ou chega alguém – mesmo o técnico da NET, presença constante nas últimas semanas – rola um xixi de felicidade aonde ela estiver… E uma nova limpeza de casa.

Mas tenho tido sucesso em manter o cheiro de cão sob controle: banhos semanais com a linha canina da Granado, se serve pra mim serve pra ela, e talco de vez em quando. Mesmo assim o marido a apelidou de Fedida.

Tequila Fedida, então. Tá, pode parecer ruim, mas na verdade isso só significa que as resistências do moço – que tinha dito que não queria nada com ela e que eu ia me arrepender – já caíram e agora ele nem brinca mais que vai trocá-la por dez gatos. Hoje ela dormiu nos pés dele e tudo.

A segunda dose da vacina foi tomada e no dia 27 finalmente teremos a terceira e vamos poder descobrir a vizinhança. Por enquanto o máximo que Tequila viu da vida foi de ir buscar a irmã na escola, de vez em quando, ou ir até a casa da avó, aonde mora sua tia Bele (que a ensinou a latir).

A segunda pesagem marcou 4,85 quilos e ela parece um “tourinho”, como bem disse a tia Marcela dela.

Ahhhh, e o tempo passou tanto que, bem, Carol já não mostra tanta empolgação assim em cuidar da pequena. Só que isso nem é tão inesperado assim, não é mesmo?

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

1 comentário


  1. Carol danadinha… rs tem que colocar algumas obrigações porque senão sobra tudo pra vc. Mas no geral, qnd a gente é criança fica com as partes simples: comida, limpar, levar pra passear rs =)

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