Porque pra medir tem de ter padrão

Ainda bem que existe o sistema métrico internacional – e até o americano, afinal, a existência pacífica dos dois se deve a existência de padrões que podem ser convertidos um no outro – porque seria difícil a convivência sem um padrão para determinar o tamanho das coisas, a distância entre lugares e tudo o mais.

Antes dele existir é provável que se usassem de várias alternativas: medir com as mãos (o problema é que a palma de cada um é de um tamanho), com passos (idem), com barbantes, com coisas menores e não sei mais o que. Quando o padrão foi estabelecido, nossa, quanto o trabalho deve ter diminuído. Assim como o desperdício de coisas cortadas e que depois não serviram.

Só que para todo o resto não existe padrão, não existe regra, então não dá para falar que é certo ou errado a forma que uma pessoa escolhe viver sua vida, por exemplo. Se ela acha que deve trabalhar como louca, não ter filhos, viajar o mundo, deixar de trabalhar, ter montes de filhos, nunca sair de sua cidade, não existe como dizer se está certo ou errado.

Cada um toma suas decisões com base naquilo que lhe é importante. Ou pelo menos deveria: ao fazer isso ao invés daquilo só porque os outros a sua volta falaram que você devia, bem, você pode estar se proibindo de ser realmente feliz.

E como fica o que os outros pensam? Bem, isso é algo que não lhe pertence, que eles carreguem consigo o peso de várias vidas é algo que escolheram para si. Uma escolha bem cansativa por sinal.

Ah, vale pensar nisso também na hora de falar sobre a vida de alguém.

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