Livro: Comer Rezar Amar

Quando Comer Rezar Amar virou sucesso de vendas eu sei lá porque eu o classifiquei como auto-ajuda e passei a distância mínima de 3 metros, que é o que eu faço com livros de auto-ajuda depois de ter devorado vários deles na adolescência, junto de vários livros psicografados também.

Continuei distante dele mesmo quando olhava em volta do metrô e várias pessoas liam com atenção.

Aí Julia Roberts resolve que vai fazer o filme, se permite engordar não sei quantos quilos durante a parte do comer, e eu preciso ver o filme, porque, assim como me afasto da auto-ajuda, eu assisto tudo que Julia Roberts faz, porque seu sorriso me encanta, porque eu vejo nela tanta espontaniedade.

Assista o filme, leia o livro. Funcionou assim. O filme? É divertido, para um fim de tarde relaxando no sofá. Para rir dos momentos divertidos, para chorar nos momentos tristes. Gostei tanto que pensei: vamos ler o livro. Comprei o pocket em inglês, mas a preguiça me dominou e eu confesso que nem tentei – eu tenho dessas, às vezes devoro dois, três livros em inglês em seguida, na boa, mas tem vezes que eu simplesmente não consigo.

Acabei vendo o pocket em português num livro da Avon – isso mesmo, da Avon, e só tem nele, nas livrarias você não encontra o pocket nacional, e por um preço ótimo: menos de R$ 15,00 – e comprei também.

Devorei. A leitura é fácil, parece que você está conversando com uma velha amiga que você não vê há muito tempo. E enchi suas folhas de marcações, grifos e tudo mais. Fiquei encantada, chorei muito mais que com o filme, até porque a parte do amar é tão mais curtinha e existe todo um prólogo de como chegamos até o ano Sabático de Liz Gilbert que é muito mais interessante.

Sim, o livro foi escrito após o ano sabático, mas Liz nos premia ao contar a história do antes, o casamento que acabou de forma complicada, até mais complicada do que aparece no filme; o reencontro do amor, que muitas vezes vem na hora errada ou, acho que pior, faz você perceber que só o amor não basta, que por mais que duas pessoas se amem nem sempre o destino é que fiquem juntas.

E então vem as delícias do Comer, que dão uma inveja tremenda e uma vontade enorme de largar tudo e pegar o primeiro avião disponível; e as reflexões de Rezar. Eu achava que não ia gostar muito dessa parte, confesso, mas eu adorei e pensei mil vezes no quanto a gente precisa ficar em silêncio às vezes, ou desacelerar. Eu já andava com vontade de meditar e essa vontade só aumentou – o problema é que até para isso você precisa fazer investimento financeiro, vocês pensaram nisso?

A parte do Amar? Sim, o livro de Liz tem final feliz e a verdade é que você aprende tanto sobre ela que você torce mesmo para que dê certo.

Essa semana encomendei Comprometida, vamos ver se eu gosto tanto quanto este.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

5 Comentários


  1. Eu gostei muitíssimo do livro, até fiz resenha dele (http://esperandooesperado.blogspot.com/2011/01/desafio-de-ferias-20102011-comer-rezar.html). A parte do amar foi a que menos me empolgou, mas o livro veio em um momento bem interessante da minha vida e eu, que tinha vários preconceitos com ele, acabei me surpreendendo.
    Vi o filme só depois (não sou fã da Julia Robert e não tinha gostado do tema) e ele de fato é bem aquém do livro. Não consegue passar a mesma emoção que o livro passa.

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    1. Fui lá ler o seu, hehehe, e realmente é muita da questão de ser o livro certo na hora certa.
      O filme prioriza o amor, por conta de ser comédia romântica, eu acho, que é a parte mais fraca de toda história, e sai perdendo de lavada.

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  2. Olá! Eu tbém li uma versão poket da Avon. E me apaixonei pelo livro.
    Na época não tinha lançado ainda o filme, que claro fui assistir. Mas sempre prefiro os livros aos filmes. Quanto ao comprometida, fica um pouco a desejar depois deste livro.
    Mas é uma leitura rápida e gostosa! Conte depois o que você achou!
    Beijos!

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  3. Ok, fui eu que escrevi isso né? hehe… Menina, passei exatamente pela mesma coisa. Tive um enoooorme preconceito pelo livro quando foi lançado. Primeiro pelo título, depois por ter virado bestseller. Daí uma amiga comprou e disse que era maravilhoso. Resolvi ler só pra poder falar que detestava de carteirinha, sabendo do que estava falando. Veio então a surpresa… devorei o livro. Amei cada trecho, cada redescoberta. Me identifiquei com diversos momentos da Liz. E simplesmente me apaixonei pelo livro. Amei o filme tb, mas concordo com você que o livro é mais completo, como sempre né? hehe.
    Quando saiu “Comprometida” corri pra comprar… e me decepcionei. Não chega aos pés de “Comer, Rezar, Amar”. Eu não gostei, mas tomara que vc curta né?
    Bjos

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    1. Risos, uma escrita a várias mãos, pelo visto!!!

      Depois eu conto o que achei dele, agora estou terminando um que me deixou bem decepcionada, mas faz parte.

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