Cinema: Gnomeu e Julieta

Com um carnaval de frio e chuva em São Paulo (sério mesmo que o “aquecimento global” é coisa da nossa cabeça?), hoje tivemos de trocar o já combinado passeio de bicicleta no parque por uma sessão de cinema. Carol escolheu logo cedo a animação Gnomeu e Julieta, mas eu bem tentei fazê-la mudar de ideia, já que o trailer não havia me atraído em nada.

Perdi a negociação e só me restou, após assistir ao filme em 3D, virar para a Carol e agradecer por ter me levado ao cinema. Sim, você entendeu direito, EU AMEI o filme!

A história todos nós conhecemos, só que dessa vez o cenários são dois jardins de duas casas típicas do subúrbio inglês, e Gnomeu e Julieta são dois anões de jardim. Sim, eles se conhecem e se apaixonam. Sim, por causa disso a briga entre as duas “famílias” só vai piorar e por conta disso muita confusão vai rolar.

Tem a briga entre Teobaldo e Mercutio, tem os vários duelos, que aqui viram disputas com cortadores de grama, tudo abordado com criatividade e ritmo.

Por conta de tanta confusão, Gnomeu vai parar em uma praça pública, para ser mais exata ele vai parar na cabeça de uma estátua. Ninguém menos que Shakespeare. Ele conta sua história, que faz com que o “autor” se lembre da dela, mas Gnomeu quer um final diferente para a sua.

Os personagens principais dessa história são uma graça, mas os figurantes não ficam atrás: um anão metido a machão, um pai super protetor, várias miniaturas, alguns coelhinhos, uma sapa de fonte e um flamingo de plástico são divertidos demais e fazem várias referências a filmes recentes, o que não passa indiferente aos pais que riem solto na sala do cinema.

Outro trunfo do filme é sua trilha sonora inspirada, elaborada por ninguém menos que Elton John. Você descobre isso logo na primeira música e o fato de ter um anão totalmente inspirado nele – inicialmente um pretendente de Julieta – só dá mais charme.

Perdas com a dublagem: Ozzy Osbourne e Emily Blunt – esta dubla a Julieta no original, aqui substituída por Vanessa Giácomo. Sem falar em Patrick Stewart dublando Shakespeare.  Só por conta desses três é certeza que o filme será assistido novamente no idioma original

O trailer você pode assistir aqui, mas, como eu disse antes, ele não faz jus ao filme, mas quem sabe também deixa sua criançada curiosa para descobrir a diversão. Para quem aceitar a aventura no cinema, depois me conta o que achou sobre o barulinho de cerâmica que é ouvido a cada “mexida” dos personagens.

Ah, ainda é uma excelente oportunidade de apresentar os menores a um clássico da literatura – até a sacada sobre o final da história original, aonde o casal morre, no diálogo de Gnomeu e a estátua é um achado.

P.S. Sabem aquelas imagens recorrentes de mães que colocam o fone de ouvido na barriga durante a gravidez para que os filhos ouçam música clássica? Bem, eu nunca gostei de música clássica (apesar de reconhecer o valor de seus vários gênios), então na gravidez eu substitui por algo mais ao meu gosto: Rush, Elvis Presley, Beatles, Elton John. Sim, eu criei uma roqueira ainda na barriga e ria sozinha hoje no cinema enquanto ela balançava a cabeça ao ouvir músicas que já são velhas conhecidas.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. Que bom que vc deu essa dica.
    Estavamos com duvida se iriamos assistir ou nao esse filme e agora estamos curiosos pra ver.
    Vamos amanha, pois tbm iriemos ficar por aqui, sem viajar.
    Gracias pelo conselho.
    Seguimos pedalamos…
    Aquele

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