Livro: para Francisco

Livro tem seu tempo. Eu sempre terminei um livro e emendei no outro, terminava e já estava na porta da livraria. Hoje eu me recrimino porque comecei a comprar livros pensando em lê-los no futuro, e eles foram se acumulando ao lado da cama. Parte do problema eu já resolvi: se compro é para ler na hora. A outra parte, os livros acumulados, vão ter de esperar pelo seu tempo.

No tempo entre um e outro livro da cabeceira achei para Francisco. Como achei? Num convite de Cris Guerra em seu site Hoje Vou Assim para uma sessão de autógrafos. Dia seguinte, lembrando quando eu era criança, estava eu na livraria fuçando por um achado.

Foi uma semana com o livro. Se não o li mais rápido é porque quando começava um novo pedaço era a certeza do choro fácil e não dá para ficar chorando em qualquer lugar ou na frente de qualquer pessoa.

O livro começou num blog, começado para que Cris pudesse falar para o filho Francisco dessa confusa vida em que ela ganhou um filho e perdeu um amor, tudo isso com apenas dois meses de diferença.

O misto de tristeza absurda e alegria profunda fez prosa que, no mais das vezes, parece poesia. Cris fala dela, fala do pai de Francisco, fala do próprio Francisco. Registro rico de tantas experiências.

O livro é imperdível. Lê-lo tornou minha existência mais rica e aconselho, sem sombra de dúvida, que você permita que ela enriqueça a sua também (para comprar o seu clique aqui).

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

2 Comentários


  1. guria, não consigo ler esse livro. eu li uns trechos no blog umas duas vezes (faz tempo isso já), e chorava de lavar o rosto. claro, chorava porque era bonito, mas tbm chorava pq me apavorava com a possibilidade do amor da minha vida morrer, assim como aconteceu com ela. acho q essa é a única coisa no mundo para a qual eu não estou preparada, nem nunca vou estar. não leio porque sou covarde, mesmo.

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    1. Eu chorei muitas vezes de lavar, tem vezes que choro só de lembrar de uns pedaços. Anotei tanta coisa, marquei tanta página.

      Eu não sei sobre o medo, eu sempre tive uma relação calma com a morte, mas nunca perdi alguém assim, de maneira tão absurda.

      Me arrependo de não ter feito algo assim para a Carol, para falar do que se passa conosco quando eles ainda são tão pequeninos.

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