Livro: o Símbolo Perdido

Eu me considero uma grande leitora. Adoro boas histórias e, por isso, leio de tudo: livro clássico, best-seller, livro indicado, livro encontrado em meio às prateleiras da livraria e cuja orelha, capa ou nome me interessou. Confesso que os que se encaixam na última categoria têm diminuído: com as enormes ilhas das enormes livrarias você acaba nem tendo tempo para ficar fuçando nas prateleiras e fica nos indicados mesmo.

E, se Dan Brown me fez algum bem foi justamente o fato de trazer para as ilhas de nossas livrarias os livros de ação/aventura história. Graças ao sucesso de Código Da Vinci eu pude conhecer Steve Berry e Julia Navarro, que escrevem o mesmo tipo de livro, mas que são autores muito superiores.

Eu gostei de Código Da Vinci e saiu lendo os demais livros de Brown. Acabei, inclusive, gostando mais de Anjos e Demônios do que do que do livro que tornou o autor um milionário. Dos demais não gostei tanto e até hoje me admiro de ter chegado ao fim de Fortaleza Digital.

Apesar disso, fui uma das muitas pessoas que aguardou ansiosa pela chegada de O Símbolo Perdido. Ansiosa a ponto de correr à livraria no dia do lançamento e garantir meu exemplar para ser devorado no feriado prolongado que se seguia.

Ansiosa a ponto de achar que talvez minha decepção com o livro fosse decorrente disso e tenha esperado meu marido terminar de ler antes de escrever esse review. A opinião dele corroborou a minha.

Falta a O Símbolo Perdido algo indispensável em qualquer livro de ação: ritmo.

Existem momentos em que você se obriga a seguir acompanhando a história, porque o incentivo é nulo. O Símbolo Perdido não consegue despertar sua curiosidade para o desfecho da confusa história, principalmente depois que você passa as primeiras 200 páginas, momento em que ele deveria ser mais empolgante ainda.

Apesar disso, sei que ele vai ser sucesso, prova disso são essa e essa obras já lançadas no Brasil e que são os típicos caça-níqueis que surgem na onda de um livro badalado.

O NatGeo também já está transmitindo um especial livremente inspirado pelo livro e que mostraria as verdades relacionadas à Maçonaria. Infelizmente o especial só tem uma hora de duração, o que acaba deixando a abordagem superficial. Uma reprise do programa irá ao ar no próximo dia 24, às 20h00.

Se você ainda não leu e não conhece os livros dos dois autores que citei acima meu conselho seria: deixe O Símbolo Perdido para uma fase em que você realmente não tenha nada para ler.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

3 Comentários


  1. acabei de ler ‘o código dos justos’ do sam bourne, conhece? mesma linha de teoria da conspiração só que com judeus hassídicos.

    tem ritmo, tem gancho, tem personagens bem mais críveis que o da vinci…

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  2. Todo escritor de ficção é um ilustre mentiroso, no melhor sentido artístico, é claro.
    Mas suportar as mentiras contadas neste livro é um verdadeiro atentado à capacidade de raciocínio de qualquer um.
    A maior prova disto é que toda a trama fica encapsulada em uma unica noite, coisa impossível para a enorme quantidade de acontecimentos.
    Um deles é a “morte” de Langdon, com direito a ressuscitação automática e tudo!
    Para justificar todos os disparates levados a termo pelo escritor eu teria que escrever um livro paralelo. Mas, se só lê-lo já desapontou, imagine escrever sobre as insanidades desse autor, ávido pelo vil metal, que desrespeitou todos os seus leitores?
    Já me basta o dissabor de ter lido esta ilustríssima porcaria que se é best-seller é devido à curiosidade das pessoas de boa fé.

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