GNT: Dilemas de Irene, Pet.Doc e Mothern

Sábado foi dia de zapear e acabei dando uma sorte incrível de assistir a três bons programas na sequência na GNT: Dilemas de Irene, Pet.Doc e o espisódio Despedidas de Mothern.

Dilemas de Irene estreou na GNT com o episódio Pneu: Tá buzinando Pra Quê?. Eu confesso que nem sabia da estréia de um novo seriado na grade do canal, mas resolvi encarar e ver o que rolava.

A série é protagonizada por Mônica Martelli e deve ter 13 episódios nesta primeira temporada. A idéia é mostrar o dia a dia de uma mulher moderna, misturado a dicas de comportamento, serviços e outras coisas mais, dadas por ditos “especialistas” nos assuntos abordados.

O ex-marido de Irene é Caco – interpretado pelo ator Fernando Alves Pinto, que eu vejo na tela e me faz pensar em Telecurso às 06h00 – que mora na cidade de São Paulo, enquanto Irene mora no Rio de Janeiro. Já neste primeiro episódio ela apela para o ex, quando o pneu de seu carro fura e ela pede que ele explique como ela faz para trocar, resultando em uma hora e quarenta e cinco minutos de ligação.

Eu fiquei um pouco desconfortável com o modelo do episódio. A história de depoimentos de “especialistas” já é utilizada pela GNT em dois programas, pelo menos: Pet.Doc, onde funciona bem, e Mothern, onde acontecem apenas no ínicio de cada episódio.

Irene consegue criar alguma empatia, acho que pelo fato de transparecer ser meio desastrada e insegura, mas a meia hora de seriado – da qual uns 10 minutos devem ser dos especialistas – foi muito pouco para avaliar melhor a personalidade da personagem. Talvez parte do problema esteja aí, afinal, o primeiro episódio tem de te convencer a voltar e ver o próximo e este não me convenceu mesmo.

A temática do episódio de Pet.Doc do sábado foi o que é melhor: cães ou gatos. Adorei ver a querida Cora na tela, acompanhada do não menos querido Pipoca. O vídeo acima tem uns trechinhos do programa.

Eu já contei mais de uma vez sobre minha paixão tardia pelos gatos e odeio quando vejo alguém falando que gosta mais de cachorros porque o gato não se importa com as pessoas. Dessa vez o discurso foi que com cachorros temos um relacionamento bilateral, enquanto com os gatos seria unilateral.

Acho justamente o contrário: com o gato você tem troca, o gato não gosta de você só porque você existe e se você maltratá-lo ele não vai continuar gostando de você. Já o cachorro é dependente de você, carente mesmo. Ele vai gostar de você sempre. Isso não faz um melhor que o outro, mas diferentes. Acredito que gatos precisam de donos menos inseguros ou mais confiantes, não sei.

E fiquei apaixonada pelo Chiquinho, que todo dia vai trabalhar com seu dono em uma casinha presa à uma motocicleta e depois passeia de coleira. Acho que minha maior frustração é que tenho gatas magrelas. Eu queria tanto um gato gordo” – Seres-humanos são estranhos mesmo.

E depois de perder vários episódios de Mothern – terrível esse horário e pior agora com House na Universal – consegui assistir ao episódio Despedidas, com Mariana e Bel tendo de enfrentar a perda do pai de Mariana. Do outro lado Luiza tenta ajudar seu enteado a lidar com a separação de uma amiga muito querida que vai mudar de cidade.

Chorei até com a história de Mariana e Bel, achei até poético o fato de Bel usar a morte de um gafanhoto para fazer as perguntas sobre a partida do avô. Adorei o retorno de João, de quem gosto muito, e torço para que ele e Mariana se entendam.

A história de Luiza acabou sendo muito curtinha. Primeiro Luiza tenta consolar o enteado lhe dando um livro – Fernando Sabino, ótima escolha – dizendo que os livros nos ajudam, que as palavras podem tudo. Ao ver que sua carta não fez com que a amiga ficasse – as palavras não podem tudo? – ele fica com raiva de Luiza e dos livros. Nem vemos o que Luiza fala para ele, apenas vemos ela deixando que ele use seu computador para falar com a amiga. Eu gostaria de saber o que Luiza falou sobre o poder das palavras.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

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