Studio 60: The Christmas Show (01×11)

Studio 60 01×11

A cena de declaração de amor da década:

Danny: “Eu já fui casado duas vezes e sou um viciado em cocaína em recuperação. Sei que não sou o homem, nem o pai, dos sonhos de ninguém, mas eu estou me apaixonando por você Jordan. Então, se você quiser correr, é bom começar. … Pois eu vou atrás de você… Com tudo. … Pode voltar a mastigar seu sanduíche.”

Ai, ai (comentário mulherzinha): que fofo!!!

E, apesar dos homens não gostarem, fofo é um bom adjetivo para o episódio, bem sentimental… Deu até para se emocionar com Jack, poxa!

Matt, apesar de judeu, resolve que Studio 60 terá seu primeiro especial de natal, e pede a ajuda de seu enorme equipe de três roteiristas para fazer os quadros… Enquanto a notícia de Harriet estaria próxima de um ex-membro bonitão da equipe o deixa mais neurótico (como se fosse difícil).

Danny começa a perceber que o que sente por Jordan, bem, não é simples preocupação de amigo, de colega de trabalho, sabe. Ele a acompanha ao médico, e se coloca meio no papel de pai do bebê, com direito a palpitar no exame e sobre o sexo da criança. Arranja desculpas para aparecer na sala dela… Na casa dela.

Ele não conta isso ao Matt, mas seu comportamento não engana o amigo, ou melhor, seu comportamento faz com que o amigo perceba rapidamente o que está acontecendo. Depois que ele se declara á Jordan e Matt pergunta onde ele estava ele responde sem responder, e o amigo entende na hora.

Apesar da resistência da equipe em fazer o especial de Natal (afinal, Cristo nasceu 4 anos antes, era primavera, papai noel é um negócio comercial, a estrela cadente era um cometa, papai noel ia precisar de não sei quantas renas, etc, etc, etc) o programa desejado por Matt vai tomando forma: ganha neve feita de côco ralado, papai noel fazendo heil Hitler, ops, não, esse saiu, quadros engraçado… E um quadro tocante:

Durante o ensaio Dany descobre que os músicos dos programas da cidade começaram a faltar ao trabalho dizendo estar doentes, mas, na realidade, apenas queriam ajudar amigos de New Orleans, sem emprego e até sem casa, a, pelo menos, arrumar um trabalho antes do natal.

Danny tem a feliz idéia de fazer um único quadro, onde eles tocam juntos, com fotos da cidade destruída passando em uma tela e a neve caindo sobre eles. Quem não ficou tocado com a cena tem coração de pedra.

Eu, confesso, desejei que fosse natal…

Studio 60 1×11

Jack enfrenta mais um conflito entre acreditar e manter seu emprego… Até resolver deixar seu emprego e ser impedido pelo manda-chuva (até agora não entendi se ele é dono ou super presidente, já que Jack é o presidente, e Jordan é presidente… é muito presidente): um daqueles grupos de proteção a moral e os bons costumes que chovem nos EUA (santa falta do que fazer, Robin!) resolve perseguir o canal porque, durante a exibição do jornal, um fuzileiro proferiu um palavrão ao quase ser morto por uma bomba.

Jack acha que o manda chuva não vai bancar a briga, que pode jogar por terrao projeto de fusão em Macau, e pede demissão… Mas o velhinho surpreende, não somente defende Jack, ou você acham que velhinhos saem apresentando qualquer um para suas netas, como ainda sai com um ótimo discurso sobre ter esperado a vida toda pela chance de desafia-los… Ainda mais, pois, vamos e venhamos, eles não tem motivo algum para encher o saco do canal. Quem pode, em sã consciência, criticar o pobre do soldado?

Jordan? Ela fica linda, mastigando o episódio todo, qualquer coisa que vê pela frente. Ela realmente leva a sério essa lenda de que deve comer por dois (acreditem em mim: é lenda!), mas fica uma graça, mesmod e boca cheia.

Vamos dizer que ela praticamente não disse nada o episódio todo, mas sua presença valeu muito… Ainda mais o finalzinho, com Danny fazendo a declaração de amor já citada e ela com aquela bochecha cheia de sanduíche.

Ahhhhh… Sem esquecer algo bem importante: finalmente Matt tasca um beijo em Harriet. E eu duvido que alguém esperasse por isso naquele exato momento.

Escrito por Simone Miletic

Formada em contabilidade, sempre teve paixão pela palavra escrita, como leitora e escritora. Acabou virando blogueira.

Escreve sobre suas paixões, ainda que algumas venham e vão ao sabor do tempo. As que sempre ficam: cinema, literatura, séries e animais.

4 Comentários


  1. Lembrei desse episódio e essa declaração do Danny foi maraivlhosa, tenho que admitir que foi fofa também, hehehe.
    Gosto muito desse episódio, Jordan e Danny. O Jack e velhinho, os músicos de New Orleans e etc. Tudo ótimo.
    Só não sou muito fã de Matt e Harriet, mas com um episódio como esse da pra relevar.
    Eu já gostava da Peet, mas depois de Studio isso cresceu ainda mais. O mesmo com o Webber, Perry e o Bradley.

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  2. Ai, ai, me derreti! (cometário over mulherzinha)!
    Eu adoro este Bradley!
    E o Sorkin consegue fazer cenas românitcas sem ser peigas. Ele é um deus!

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  3. Chorei naquela cena final. E olha que é preciso de muito pra me fazer chorar, e é incrível como algumas coisas tão econômicas nas exposições de certos dramas me vertem às lágrimas com muito mais facilidade do que coisas explícitas. E Sorkin está provando que sabe fazer romance com poucos.

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  4. Obrigada! (e eu que já estava achando que era a única brasileira que A-DO-RA o Aaron Sorkin!)
    Essa cena final (ao som da banda de New Orleans tocando O Holy Night) foi uma das poucas vezes que me lembro de ter rido e chorado ao mesmo tempo em toda a minha vida!

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