Livros: Confie em mim, eu sou o Dr. Ozzy

O tema do Desafio do Tigre de Setembro – imaginem que publiquei esse texto ontem, combinado? – é música e eu fiquei pensando, pensando, pensando na escolha. Eu queria a biografia do Ozzi Osbourne, porque o adoro, mas eu não o tinha e não queria gastar com isso. O marido tinha um livro escrito pelo guitarrista do Rush, mas ele estava lendo.

Ao comentar sobre o Ozzy no twitter um amigo me repassou, então, Confie em mim, eu sou o Dr. Ozzy. E eu juro que poderia ter lido esse livro no mês do humor porque há muito tempo eu não lia algo que me arrancasse tantas risadas, daquelas de doer a barriga e nos fazer passar vergonha no ônibus enquanto seu vizinho de banco acha que você está louca.

E se você acha completamente absurdo que um jornal sério tenha contratado Ozzi Osbourne para escrever em uma coluna de ajuda você não está sozinho. Quer dizer, isso até você ler as respostas que ele deu para cada pergunta feita pelos leitores, das mais sinceras as maiores besteiras, e você pensa: ninguém mais poderia fazer isso como ele!

confie-em-mim-eu-sou-o-dr-ozzy-conselhos-do-maior-sobrevivente-do-rockSinopse

Pelas leis naturais, Ozzy Osbourne não deveria estar vivo. Ele passou 40 anos usando drogas, “comendo” morcegos e bebendo. Quebrou o pescoço ao andar em um quadríciculo a oito quilômetros por hora e ‘morreu’ duas vezes em comas induzido quimicamente. E agora – aos 62 anos de idade – ele está mais saudável e mais feliz do que nunca. Ele é um milagre da medicina! Então, quem melhor do que ele para oferecer conselhos médicos e palavras de conforto ao seu público? Em maio de 2010 o Sunday Times convidou o ‘Dr.’ Ozzy para ter uma coluna de aconselhamento. Desde então, ele responde às perguntas que vão desde depressão do cão a dúvidas de adolescentes sobre sexo. Com sensibilidade até então desconhecida pelo público, Ozzy oferece sábios conselhos, entre eles o de se manter longe das drogas – assunto que ele domina. A coluna se tornou um fenômeno, e agora o Dr. Ozzy decidiu reunir todos os seus conselhos em um guia prático. O lema de Ozzy é que se pode sobreviver e desfrutar de uma vida feliz e saudável.

O único problema do livro: você fica querendo dividir com todo mundo tudo que lê! Eu enchi o saco da família e amigos, mal postava uma página no Instagram ou citava uma frase no Twitter e já queria citar outra. Inclusive: esse é o livro do qual você não se desfaz, porque quando tiver alguma dúvida no futuro, você recorrerá a ele para saná-la.

Porque, por mais estranho que lhe parece, Ozzy Osbourne pode ser o cara mais coerente que você vai encontrar por aí.

Sobre dietas…

“O problema é que é fácil demais exagerar tudo. Eu mesmo sou culpado por semelhante tipo de coisa. Por exemplo, recentemente passei por uma fase de almoçar omelete de clara, como parte de uma dieta de baixas calorias. Aí um dia essa lâmpada acendeu na minha cabeça e eu pensei: Quer saber? Essa porra tem gosto de merda. Aí voltei a comer omeletes normais e, veja só, não criei cinco barrigas extras da noite para o dia.”

 “Tentar viver uma vida perfeitamente equilibrada será uma luta incessante se você for tão desequilibrado quanto eu. Na verdade, acho que é difícil para qualquer um, insano ou não. Mas, como sempre digo às pessoas, nunca se deve parar de tentar.”

Sobre família…

“Lembre-se: os bebês não são muito diferentes dos astros do rock. Eles ficam loucos se não têm o suficiente para beber. Sentem-se muito melhor depois de vomitar no seu tapete novo. E cagam nas calças mais de uma vez por dia. Basicamente igual a mim durante a maior parte da década de 1980.

“Nunca, nunca mesmo, fale palavrões na frente de crianças pequenas: o cérebro delas vem programado de fábrica para gravá-los, acredite em mim. Você não consegue fazê-las decorar o alfabeto nem que seja para salvar sua vida, mas elas memorizam num piscar de olhos cada nome feio do dicionário.”

“Agora, sério, o meu conselho seria deixar o garoto em paz. Compre uma roupa de caubói para ele. Dê uma porra de uma caixa de lego. É a sua patroa que precisa se matricular em alguma coisa – na terapia. Muitos pais hoje em dia descarregam todas as suas inseguranças para os filhos.”

“Para mim não tem sentido expor seus filhos a coisas que você sabe que são perigosas só para evitar algo que pode ser perigos – a despeito de todas as desconfianças que você possa ter em relação aos laboratórios farmacêuticos e suas motivações obscuras.”

“Para ser sincero com você, Neil, tiro meu chapéu para o seu filho por ter saído do armário com o velho dele em tão tenra idade. isso exige muito colhão e duvido muito que ele fosse se dar a tamanho trabalho se não tivesse um milhão por cento de certeza. Contratar uma acompanhante para seu filho seria simplesmente um insulto – sem contar que seria ilegal e bastante assustador. Não faça isso, cara. Diga para os eu garoto que você o ama e que o apoia, seja ele gay, hétero, bi, trans, o que for. Por mais incômodo que saja para você, para ela vai parecer o fim do mundo se achar que está sendo rejeitado.”

“Não entendi uma só palavra de sua pergunta. Por que você tem aves no seu iPad e o que as deixou p da vida? A única coisa que eu consigo imaginar é que seja algum tipo de videogame. Se for, não acho que haja nada de errado com o fato da sua filha jogá-lo, desde que haja um limite de tempo. E, em vez de arrancar da mão dela quando seus 15 minutos terminarem, tente distraí-la com outra coisa… como a televisão, he-he-he.”

Sobre a morte…

“Quem me conhece sabe que não vou deixar esta Terra pacificamente. Serei abduzido por cocôs assassinos do espaço sideral, devorado por uma barata gigante ou esmagado pela queda de um pedaço de cometa Halley. Não importa o que aconteça, porém, uma coisa é certa: meu tempo em algum momento irá se esgotar. Quando se trata de lidar com a Morte, nem o Príncipe das Trevas recebe favorecimentos especiais.”

Chega, né? Vão lá ler livro, faz favor!

desafio literario do tigre

 

 

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