Não somente os alagamentos, mas agora as árvores…
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É comum, quando alguém me pergunta sobre o efeito das chuvas sobre a cidade de São Paulo, eu explicar que, como moro na mesma altura que a Avenida Paulista, praticamente não sinto os efeitos dos temporais de verão que têm assolado a cidade: o dia em que a água chegar até aqui a cidade terá acabado antes.

O maior efeito das chuvas, até ontem, foi a falta de coragem de encarar trajetos diferentes do meu dia a dia (Pompéia – Paulista – Pompéia), como por exemplo hoje, que é aniversário da minha comadre Samantha e eu não sei se conseguirei ir ou não, já que novamente a previsão é de fortes chuvas no final da tarde.

Mas a tempestade de ontem afetou, e muito,o pessoal que vive nas alturas: no trajeto entre a estação de metrô Sumaré e minha casa, pouco mais de 2, 3 quilometros, passamos ao lado de pelo menos 03 árvores caídas.

Além disso, o painel em frente a escola da Carol foi derrubado pelo vento, bem como um dos painéis da quadra poliesportiva.

Na Avenida Pompéia eram muitas as pessoas nervosas com o trânsito: o trecho em frente ao Hospital São Camilo, entre a Rua Alfonso Bovero e Rua Tavares Bastos, foi interditado nos dois sentidos devido ao grande número de galhos e árvores caídos – uma das maiores belezas da avenida, para mim, sempre foi a linha de árvores que se inicia nesse trecho e vai até o final da avenida. Em uma das paralelas, na Barão do Bananal, a cena não era tão diferente.

Na minha rua as coisas estavam mais calmas, mas desci duas quadras até a academia e não pude fazer aula porque não tinha luz.

Ou seja, agora, além de me preocupar em não ir para nenhuma região passível de alagamento após as quatro da tarde, preciso me preocupar aonda paro meu carro durante o dia – longe das árvores – e se o caminho até em casa estará livre de árvores. Uma pena a maneira como a cidade tem sido castigada.

Simone Miletic @ 8:51 am
O que você faz por um mundo melhor?

A escola da Carol tem um esquema meio diferente das escolas tradicionais, um misto de alguma linha pedagógica construtivista com valorização do indivíduo e dando importância para formar as crianças em mais coisas que as matérias do ensino tradicional.

Inspirado no modelo americano de escolas a criançada tem o aprendizado em diferentes tipos de aula – matemática na quadra, português no teatro – e tem que elaborar um trabalho em grupo a ser apresentado na feira de ciências anual, aberta a familiares e visitantes.

Anualmente é escolhido um tema único a ser trabalhado por todos os alunos, do maternal ao terceiro ano do ensino médio. Este tema será trabalhado no dia a dia, nas mais diferentes materiais, e também servirá de base para a elaboração dos trabalhos que cada classe apresentará na feira e na escolha das músicas e coreografias da festa de encerramento.

Neste ano o tema escolhido foi “Por Um Mundo melhor”. A idéia é que os alunos trabalhem o conceito de ética, cidadania e responsabilidade, temas trabalhados nos anos anteriores, voltados para o ambiente em que vivem e para as pessoas com quem convivem.

Os assuntos serão discutidos e reflexões serão incentivadas de maneira a que as crianças entendam a importância de que cada um preserve valores e condutas, estimulando o convício democrático e pensando no bem comum, respeitando diferenças e tendo solidariedade por seus semelhantes.

Nos anos anteriores pude vivenciar coisas incríveis na maneira como as crianças descobrem e trabalham o tema escolhido. Não somente nos trabalhos demonstrados, mas a criançada realmente reflete sobre o assunto e sai com aquelas tiradas dignas dos melhores adultos e levam essas reflexões para o dia a dia, muitas vezes puxando nossa orelha quando escorregamos em nossas decisões.

Adorei a escolha do tema desse ano porque eu sempre penso demais nisso: como ajudar o mundo a ser melhor nas pequenas coisas que fazemos.

Para ajudar a lembrar como fazer isso sempre visito o site da Fundação Por Uma Vida Melhor, que tem uma série de propagandas nos incentivando a olhar o próximo com mais carinho – as propagandas, inclusive as internacionais, estão disponíveis no site.

Dê uma passado por lá, tente praticar um dos princípios por dia, pelo menos, e logo logo vira costume. Se eu e você fizermos isso o mundo com certeza fica mais colorido.

Simone Miletic @ 4:40 pm
Desafio de comercial que gruda na cabeça?
Filed under: Coisas Interessantes and Vídeo

Foi a Naomi que lançou o desafio ao comentar que nenhum comercial atualmente gruda em sua cabeça.

Eu tenho um favorito atual: o último da campanha “O que faz você feliz” do Supermercado Pão de Açúcar.

Hummm, miolo de pão? Não fazer nada? Ficar na cama? Tudo isso me faz feliz!

Não é uma graça? Ah, Naomi, realmente os comerciais de Glade são de matar, ou de desejar a morte, para dizer o minímo.

Simone Miletic @ 6:44 pm
As melhores fotos da National Geographic

Se tem algo que eu gostaria de fazer é tirar fotos marcantes. De vez em quando eu dou sorte e sai algo realmente bom. Por vezes a coisa complica.

Mais que tudo, acredito fielmente que uma boa foto é uma união de momento certo e pessoa certa – sim, existem aqueles equipamentos maravilhosos que custam fortunas, mas nada substitui o olhar certo.

Um grande fotógrafo faz seu próprio show com uma camêra qualquer, inclusive a pobre camêra do iPhone – não falo mal não, já tirei fotos ótimas com ela, você pode dar uma olhada no meu Flickr para ver.

E a revista National Geographic sempre foi referência quando o assunto é belas fotos e momentos únicos. Pois bem, agora você encontra as mais belas fotos da revista em seu site, basta clicar aqui. São fotos do calibre destas que você vê aqui. Me diga se cada uma delas não é uma viagem?

Simone Miletic @ 10:11 am
O prazer nas pequenas coisas
Filed under: Beleza and Coisas and Filosofando and Opinião

Como trabalhei muito tempo como auditora, pulando de lá para cá em clientes, com equipes sempre diferentes ou, algumas vezes, sozinha, me acostumei a almoçar sozinha. No começo achava estranho, depois comecei a gostar da idéia de um tempo no meio do dia só para mim. Aproveitava para ler um livro, ouvir uma música e, depois do iPhone, até para assistir a algum seriado.

Algumas vezes não fazia nada, apenas olhava o movimento, as pessoas, as manias.

Quando comecei a trabalhar em lugar fixo o número de almoços solitários diminuiu muito. Sempre tem alguém te chamando para almoçar e, se você não vai, o pessoal te chama de chata, te acha antissocial e você acaba aceitando. De vez em quando você dá desculpa de um trabalho enrolado, só para não ir na hora em que todos vão e poder ir depois sozinho – o duro é que o pessoal fica com pena de você.

Hoje aproveitei que cada um foi para um canto e me dei meu almoço sozinha – podia optar por acompanhar alguém para algum lado, mas preferi aproveitar a oportunidade. Como estou lendo Julie e Julia (assista o filme, leia o livro), mesmo tendo ido almoçar depois das duas da tarde, achei que merecia mais que um lanche ou uma salada, o que normalmente como nesses almoços tardios, e escolho o Il Pastaio, restaurante pequenininho e aconchegante aqui da vizinhança, para ir.

Sentei quando as demais mesas estavam cheias de pessoas já tomando seu café. Escolhi um raviolini de muçarela de búfala com molho de tomates frescos, abri meu livro e esperei. Depois saboreei cada garfada, curtindo essa coisa desenhada no céu de juntar massa, queijo e tomate. Depois disso fui presentada com a sobremesa do dia, não cobrada: um belo sfoglietelle. Ainda arrematei com um expresso bem tirado (como mostra a foto aí de cima).

Enquanto lia sobre um bife na manteiga e consumia essas coisas todas que devem fazer o povo apaixonado por regime  querer morrer, pensava no prazer dessas pequenas coisas. Eu ali, sozinha, desfrutava da minha agradável companhia e de uma deliciosa refeição.

Não teve como não pensar no texto escrito pela Gabi sobre uma moça que desfilou na última SP Fashion Week.  Assim como a Gabi eu não sou magra. Mas, sem sombra de dúvida, sou muito mais feliz do que a moça.

Não vou falar aqui sobre o fato das moças estarem magra demais e não sei o quê – um monte de gente escreveu sobre isso durante as últimas duas semanas, a maior parte não vai lembrar mais do assunto até que uma outra modelo morra ou alguém reclame que tem de ajustar roupas para o desfile por elas estarem magras demais – o que eu queria falar era do prazer de viver.

Alguém é realmente feliz de só comer o que não engorda? Ou comer contando quantas calorias o raio do prato tem e quantos quilos isso significa a mais?

Dizem por aí que um monte de coisa faz mal. Nossos avós comiam de tudo, com parcimônia, e não tinham colesterol alto, diabetes e não sei o que mais. Se tem algo de errado na maneira como vivemos a vida não é em relação ao que comemos, mas como comemos.

Se comemos para acabar com a ansiedade, se comemos nervosos sem olhar o que estamos comendo, se comemos infelizes, tudo o que comermos nos fará mal.

Agora, comer algo gostoso, em quantidade razoável, aproveitando aquele momento, aproveitando a companhia ou a solidão (a boa solidão), não vai fazer mal a ninguém e vai tornar sua vida muito, mas muito mais feliz.

Não precisa ser rico, não precisa ser magro, precisa-se apenas e tão somente encontrar felicidade nas pequenas coisas, afinal, é nelas que ela mora mesmo.

Simone Miletic @ 4:43 pm