Da falta de gentileza…

A Lu Monte publicou esse texto aqui sobre as grosserias do dia a dia e, puxa, é realmente fácil a gente listar o que acontece a nossa volta e não é legal.

Comentei por lá que, desde uma conversa minha com a minha psicóloga quando o Robbin Willians morreu, eu tenho ficado com essa coisa na cabeça: falta de empatia.

Dizem que os humoristas acabam sendo pessoas depressivas porque tem empatia demais, eles se colocam no lugar do outro e, por conta disso, também acabam sentindo mais as tristezas, problemas, perdas.

Talvez seja impressão minha, mas as pessoas tem tentado se proteger muito e, no processo, perderam a empatia. Afinal, se não querem sofrer nem pelas suas perdas, que dirá pelas dos demais.

Sem empatia, fechados em si mesmos, vão ficando mais egoístas, mesquinhos, grossos. E, infelizmente, tudo isso tem começado cada vez mais cedo. Há um ou duas semanas uma das amigas da Carol brigou com ela. Do nada disse que ela era chata, que não gostava dela e começou a pedir que as demais amigas se afastassem dela – sem contar alguns comportamentos que eu simplesmente não me conformo de serem repetidos por crianças tão novas como achar que está tudo bem em xingar outra pessoa ou lhe fazer um gesto feio, já que todos fazem a toda hora.

Carol, que puxou a mãe bastante neste quesito, subiu para o apartamento chorando muito, partindo meu coração e sem entender o que estava acontecendo. Eu sei que essa amiga tem passado por uma fase difícil, os pais se separaram, e agora dividida entre duas casas pode simplesmente estar com ciúmes das demais que continuam passando todas as tardes e finais de semana juntos, mas isso não desculpa suas atitudes.

Falei para minha filha não responder, que a “amiga” tem direito de não gostar dela, o que ela não pode é deixar que as demais se afastem por causa disso. Que deve dizer a elas que ficou magoada com o fato delas terem levado na brincadeira o fato de isolá-la.

Vida que segue, é provável que logo isso passe, que elas voltem a ser amigas, afinal não houve nada que causasse a briga, mas provavelmente não será esquecido, por nenhuma das duas. A primeira porque aprendeu que pode magoar, a segunda porque foi magoada – no filme O Jogo da Imitação o protagonista fala bastante sobre isso, sobre o prazer que a violência causa de imediato ao ser humano e isso é mais perigoso que a violência em si, eu acho.

Aí, ontem, esbarrei nessa notícia, que conta da preocupação de Stephen Hawking com o fato de que a agressividade pode acabar com a raça humana e que precisamos de mais compreensão e gentileza.

Compartilho com ele e com a Lu a preocupação de onde essa onda vai nos levar. Mas quero acreditar que os que ainda tentam manter a gentileza, mesmo nos momentos dificeis ou principalmente nestes, que tentam compreender e se colocar no lugar do outro, que escolhem chorar ao invés de revidar, possam fazer diferença e contagiar os demais.

Que os discursos mais engajados desse último Oscar não foram apenas coincidência, mas que existe uma “conspiração do universo” para que as coisas mudem.

Na verdade, eu tenho que acreditar nisso.

não são coisas

 

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